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  • Kamila Lopes

O que você pode ganhar com o trabalho voluntário?


Desde os meus 12 anos, estou envolvida com o voluntariado. Para quem não sabe, sou cristã e desde muito cedo trabalho na igreja. Lembro que a minha mãe sempre falava: - vai lá ajudar, e eu ia, ajudava a tia da igreja a cuidar das crianças, sendo que eu mesma era uma.

Aos 12, eu e mais uma amiga tomávamos conta de uma sala cheia de crianças. A gente orava, contava histórias, dava lanche, brincava e dava bronca, quando necessário. Eu sempre achava que era só uma ajuda.

Aos 15, conheci uma nova igreja, um grupo de jovens que me acolheu e que até hoje colho frutos e tenho amizades maravilhosas dessa época.

Aos 18, fui chamada para fazer parte da liderança, e de novo, uma jovem “cuidando” de jovens. Éramos em cinco líderes e junto deles, coloquei a mão na massa. Cuidava do cronograma da cantina, do dinheiro que entrava e saia, pintamos a sala das crianças, fizemos cotação de puff para a sala dos jovens, levamos lanche para crianças que estavam pedindo dinheiro no farol, fomos levar alegria para um asilo e etc. Tudo, voluntariamente. Ganhei experiência, amigos e muito mais coisas que o dinheiro não compra.

Aos 21, fui participar da equipe de voluntários, de uma nova igreja. Eu desejei a equipe de mídia, mas não tinha espaço para mim. Então, fiquei no “Boas-vindas”, e lá tinha que receber todos com um enorme sorriso e simpatia. Para quem me conhece, sabe que foi fácil fazer essas duas coisas. De novo, ganhei amigos e experiência com o público, deixando a vergonha de lado (se é que eu tinha).

Aos 24, conheci a Missão Peregrina, uma missão voluntária que trabalha com crianças de 4 a 14 anos, residentes em Guarulhos, proporcionando a elas crescimento em todos os sentidos. Foi sem dúvida nenhuma, uma experiência extraordinária.

Eu geralmente ficava no parque com as crianças, era um “tia” pra lá, tia pra cá, era uma briga ali, um grito aqui, um quase infarto ao ver um deles pulando do muro, mas no final do dia, ao ver cada um sentado e comendo, o que muitas vezes era a última refeição que eles iam ter, era o que fazia a minha vida valer a pena, era o que dinheiro nenhum compraria, era um sentimento que não conhecia.

Fui cercada de amor, cercada de abraços e beijos. Era na vida das duas Denise(s) e do Lúcio que eu via o amor de Deus. Era em cada criança que estava sendo alimentada fisicamente, emocionalmente e espiritualmente.

Deixei os “Peregrinos”, deixei o Brasil para viver uma nova experiência.

Cheguei nos Estados Unidos em Abril, e em Maio já estava sendo voluntária de uma igreja, que eu não consigo resumir em palavras, o quanto estou feliz e o tanto de pessoas maravilhosas que cruzaram e cruzam o meu caminho. Pela primeira vez, aos 25, eu estou me voluntariando na minha área de formação.

Meu maior medo quando vim, era esfriar profissionalmente, mas a oportunidade veio e eu agarrei com unhas e dentes. O que era para ser um final de semana por mês, se tornou 2 e foi para 3.

Hoje, voluntariamente, estou caminhando, e crescendo espiritualmente, profissionalmente e intelectualmente.

No dia 7 de dezembro, participei de mais um projeto, chamado: “Feed My Starving Children”, que é uma organização cristã sem fins lucrativos que coordena a embalagem e distribuição de alimentos para pessoas em países em desenvolvimento. Para quem quiser saber mais acesse o link: Feed My Starving Children

Foram duas horas embalando os alimentos que chegarão às crianças que não conheço, que nunca encontrarei, que jamais saberão da minha existência. Cada pacote não terá somente o arroz e as vitaminas que suprirão a sua fome, cada pacote carrega o amor, carinho e dedicação de cada um, que tirou apenas 2 horas do seu dia para empacotar centenas de embalagens. De novo: sem receber nenhum valor monetário. Sou grata por ter feito uma parcela dos 1.114.831 pacotes.

O que eu quero dizer com tudo isso? Muitas vezes o crescimento não está na condição de comprar bens materiais, muitas vezes um trabalho voluntário, pode nos trazer experiências, pessoas e emoções que jamais teríamos se não tivéssemos envolvido em ajudar o próximo.

O trabalho voluntário nos traz crescimento profissional, pessoal e espiritual.

Você quer atrair coisas boas? Você quer que mais oportunidades cheguem até você? Você quer ter estabilidade financeira? Você quer ter o mundo? Então, comece fazendo para o próximo, porque tudo o que você faz de bom, volta pra você.

Eu digo que a ação mais egoísta é fazer o bem para o próximo, porque esse bem vai reverter para você um dia, de alguma forma. Ele vai te deixar mais feliz e mais realizado. O bem que você faz, te traz experiências. Muitas pessoas vão querer estar ao seu lado. Se você está feliz e bem com você, logo, você será mais grato. Você terá mais orgulho de você mesmo. Logo, você vai amar a sua vida e terá ânimo para acordar todos os dias e fazer dele o melhor. O resultado disso: você vai trabalhar com propósitos de vida, Você se lembrará da tua missão aqui na terra, você terá uma visão do futuro, pois vai querer viver muito mais.

Você pergunta: - Kamila, e o dinheiro? Eu respondo: Faça tudo isso e depois volte para me dizer se a sua mente não está enxergando as coisas de uma nova forma, se a sua mente não está te trazendo mais ideias para aumentar o seu rendimento financeiro.

O voluntariado em si, não vai te trazer mais dinheiro. O segredo está mais perto do que você imagina. Ele está dentro de você.

PORÉM, se você fazer pensando somente em você, acho que está na hora de rever o seus valores.

Para quem é do Brasil e quiser saber mais sobre a Missão Peregrina, estou à disposição. Para quem está nos EUA e quiser saber mais sobre o voluntário na igreja, estou à disposição também.


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